sábado, 5 de dezembro de 2009

A UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS ON-LINE NO PROGRAMA DOS CURSOS PROFISSIONAIS

Neste “post”, vou tentar identificar que ajuda posso obter dos dois recursos on-line – blogues e “wikis” – durante o cumprimento do programa modular de inglês para os 10º e 11º anos dos cursos profissionais.

1 - A Utilização de Blogues nas minhas Turmas:

A utilização de blogues nas minhas duas turmas de ensino profissional da Escola Secundária de Rio Maior, afigura-se-me exequível.

No meu 10º ano de Apoio Psicossocial, a utilização de blogues poderá dinamizar as performances dos alunos e potenciar as pesquisas úteis aos três módulos e domínios de referência tratados.

O primeiro módulo, "The Professional World and Me", poderá induzir os alunos a pesquisar profissões antigas e actuais, a compará-las e a dissertar sobre o que pensam ser no futuro. Uma boa via para a criação de um blogue interessante, que será enriquecido com a matéria do segundo módulo: "A Plurilingual World". Aqui poderá existir uma multidisciplinaridade com outras línguas que eles aprendam, enriquecendo o blogue com pequenos textos traduzidos em inglês e nessas línguas. O enriquecimento do blogue com imagens dos respectivos países falantes das línguas que eles aprendem, será outra tarefa importante. Devo aqui dizer, que este segundo módulo serviu de base ao projecto que realizei em parceria com a colega Odete Pontinha, no âmbito da tarefa 1 da actividade 4 desta acção de formação.

Finalmente o terceiro módulo, "The Technological World", fornecerá certamente muito material de enriquecimento do blogue, tanto a nível escrito como visual.

No meu 11º ano de Mecatrónica Automóvel, também se me afigura exequível a construção de um blogue. Aqui, devido às características peculiares dos elementos desta turma (só rapazes entre os 16 e os 18 anos, super-activos e irreverentes), eu penso que poderei ter, numa escala muitíssimo pequena, alguma tentativa de “bullying” ou algum problema semelhante, que, porém, poderá ser facilmente sanado.
Eis o que, quanto a mim, poderá ser feito neste nível de ensino, no respeitante à criação de um blogue ou de um "wiki":

O primeiro módulo a leccionar no 11º ano, equivalente ao quarto módulo do curso, é The Media and Global Communication". Aqui, os alunos poderão pesquisar uma notícia, fornecida por um "Quality Newspaper" e compará-la com outra versão da mesma notícia, mas fornecida por um "Popular Newspaper". Depois de encontrarem as diferenças principais, poderão sistematizá-las no blogue. Quanto aos meios de comunicação em suporte audiovisual, os alunos poderão, eles próprios, tentar realizar um pequeno "telejornal" em inglês, uma espécie de "Speaker's Corner", com acontecimentos da escola ou da comunidade, filmando-os em suporte vídeo, que depois seria transferido para o blogue. Em alternativa ao blogue, também seria interessante criar, para este módulo, um “wiki”.

A actividade para o quinto módulo do curso, "Young People and Globalization", seria a procura de situações negativas na comunidade, criadas pela globalização. Uma hipótese possível para enriquecer um blogue: pesquisar fotografias antigas e compará-las com fotografias actuais das mesmas zonas, comentando em inglês as diferenças encontradas.

Para o sexto módulo do curso, " The World around You", o último a ser leccionado neste nível de ensino, os alunos pesquisariam situações flagrantes de desrespeito ambiental, comentando-as em inglês e apresentando soluções.

2 - Conclusão:

Para concluir esta pequena reflexão e tentando ainda aferir das vantagens e desvantagens das ferramentas on-line no ensino das línguas estrangeiras, neste caso específico do inglês, chego à conclusão que tanto blogues como “wikis” nos poderão dar uma ajuda preciosa, tanto na motivação dos alunos, como na construção da sua autonomia e espírito crítico. Porém, as pesquisas feitas pelos alunos para a criação ou desenvolvimento de um blogue ou de um “wiki”, podem gerar dúvidas, que os alunos podem não possuir a autonomia suficiente para dissipar. Aí deverá então entrar o professor para gerir a dúvida, deixando contudo a sua resolução, na medida do possível, nas mãos dos alunos, nunca esquecendo que "Doubt is the beginning, not the end of wisdom".


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